Outlet ‘La Vallée Village’

por Rodrigo Lavalle

O La Vallée Village é uma outlet de marcas de luxo que fica nas proximidades de Paris. Chegar lá é super fácil: é só pegar o RER A4 na estação Châtelet-Les Halles, em direção à Disney, e descer em Val d’Europe. A viagem dura 40 minutos e, como o trem é de superfície, a gente vai apreciando a paisagem da banlieue parisiense. Ao sair da estação, vire à direita e siga o fluxo de pessoas. Entre no shopping Val d’Europe e o atravesse saindo pela Entrée des Terrasses e pronto, chegou!

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O local parece uma vila com casinhas fofas e ruazinhas de pedra. O astral é um pouco Disney, um pouco Miami, um pouco cenário. Fake porém agradável. Além de marcas famosas como Céline, Givenchy, Versace, Burberry, Michael Kors, Missoni, Nike, UGG existem também grifes francesas bem conhecidas por aqui mas pouco difundidas pelo mundo: Sandro, MajeComptoir des Cotonniers, etc. A lista é enorme.

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Sempre me perguntam se vale a pena dar um pulo lá e eu sempre digo que sim. Os preços praticados são em torno de 50% menores do que os preços nas lojas em si. Essa porcentagem varia de acordo com a marca e com o tipo de produto. Óbvio que, por se tratar de grifes caras, o preço mesmo com desconto pode ser salgado. Não vá achando que você vai conseguir uma bolsa Givenchy por 100€ porque isso não vai acontecer!

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Estive lá nesse último sábado e, entre os básicos de sempre, achei peças interessantíssimas das coleções de pre-fall e fall 2011 da Céline. Entre elas, esse macacão, essa calça, esse top e esse pulôver maravilhoso, média de preço de 500€. Na Givenchy havia também muita coisa das coleções feminina e masculina de fall 2011, entre eles, esse moleton, esse pulôver e essa saia bafo!

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SERVIÇO:

La Vallée Village
3 Cours de la Garonne
77700 – Serris
RER A4 – estação Val d’Europe
aberto todos os dias inclusive aos domingos de 10:00 às 19:00

Vitrines de Natal da Printemps

por Rodrigo Lavalle

Esse ano a Dior é a grande estrela das tradicionais vitrines de natal da loja de departamentos Printemps.

Tendo como pano de fundo a cidade de Paris e alguns de seus mais famosos monumentos, as vitrines mostram as marionetes do mestre Jean-Claude Dehix vestindo modelos couture emblemáticos da marca. Os vestidos-miniatura foram pinçados de várias coleções, desde a primeira de 1947 até a mais recente desenhada por Raf Simons.montagem1

As marionetes se movem o tempo todo e tudo foi executado nos mínimos detalhes. A mini-bolsa Lady Dior é de chorar de tão fofa!montagem2

Só achei que as bonecas estão todas com cara de loucas/nervosas/tensas!montagem3

Assista aqui um vídeo mostrando um pouco da execução da bonecas.

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SERVIÇO:

Printemps
64, bd Haussmann
75009 – Paris
metrô linhas 3 e 9 – estação Havre – Caumartin

Exposição ‘La Petite Veste Noire’

por Rodrigo Lavalle

A exposição ‘La Petite Veste Noire’ homenageia a jaqueta preta de tweed da Chanel e apresenta fotos de celebridades e personalidades internacionais usando a famosa peça. As fotos clicadas por Karl Lagerfeld e com produção da ex-editora da Vogue Paris Carine Roitfeld procuram mostrar a versatilidade da jaqueta. O styling pende hora para o lado clássico, hora para o lado rock, hora para o étnico. Apesar de todas essas diferentes interpretações, a jaqueta ainda carrega em si uma aura ‘burguesa branca européia’ que é difícil de esquecer. Outra intenção que a exposição parece ter é elevá-la ao status de peça clássica e icônica do vestuário feminino, no mesmo patamar do jeans e do ‘pretinho básico’. O próprio nome da exposição faz referência à expressão que os franceses usam para designar o vestido preto: ‘la petite robe noire‘.

A exposição é dividida em 3 partes: na parede da direita estão expostas todas as fotos do ensaio e que também fazem parte do livro. No centro da composição está a foto de Anna Wintour numa pose incrível e pra lá de antipática. É ela quem fecha o livro. Outras fotos de destaque são a da modelo Joan Smalls, onde o uso da jaqueta faz referência aos trajes típicos de alguma tribo africana, e a de Kirsten Owen, modelo musa do minimalismo dos anos 90 e preferida de Helmut Lang. Em um arroubo de megalomania, a própria Carine Roitfeld posa encarnando Coco Chanel. THE HORROR!

Na parede da esquerda estão expostas serigrafias em cor de algumas das fotos apresentadas na primeira parte da exposição. Aqui o foco é nas personalidades francesas e, entre elas, está a atriz americana Kirsten Dunst. Talvez por ter interpretado a rainha Maria Antonieta no cinema ela tenha ganhado um espaço entre os franceses famosos. Essas impressões lembram os cartazes lambe-lambe que a gente vê colados por toda grande cidade do mundo.

Além de ser um ótimo fotógrafo, Karl Lagerfeld sempre investiga e desenvolve novas formas de impressão e de suporte para as suas fotografias. Isso pôde ser comprovado na sua mega exposição solo realizada na Maison Européenne de la Photographie em 2010 e também na última parte dessa exposição. Aqui ele usa o vidro e o espelho como suportes e brinca com a ampliação das imagens ao ponto da distorção.

No fim do passeio a gente ainda ganha um poster da exposição! São 3 opções sendo a mais legal a com a foto da Kirsten Dunst.

Assista abaixo o making of das fotos:

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SERVIÇO:

La Petite Veste Noire
em cartaz no Grand Palais até o dia 25 de novembro de 2012
Avenue Winston-Churchill
75008 – Paris
metrô linhas 1 e 13 – estação Champs-Elysées – Clemenceau
ENTRADA GRATUITA

Como amarrar uma echarpe

por Rodrigo Lavalle

Com a ajuda do Guilherme Poulain do Moldando Afeto, eu gravei uns videozinhos para o Conexão Paris ensinando a fazer alguns nós de echarpe/cachecol. Os dois vídeos abaixo ficaram de fora e eu resolvi postá-los aqui.

Nó marinheiro: super fofo! Meio navy, meio escoteiro.
(música: ‘Crying My Heart Out For You’ por Ella Fitzgerald)

Nó xx: deixa o cachecol bem volumoso e aconchegante (‘xx’ porque se cruza duas vezes, uma na frente e outra atrás).
(música: ‘Intro‘ por The xx)

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The Tattoorialist

por Rodrigo Lavalle

O The Sartorialist talvez tenha sido o primeiro blog de street style do mundo e é, atualmente, o mais famoso deles. Na sua esteira surgiram inúmeros outros que tomaram como ponto de partida não só o seu estilo de fotografia mas também o seu nome. O The Sartorialtwist usa as próprias fotos tiradas por Scott Schuman para fazer as suas montagens frankenstein. O resultado é interessantíssimo e funciona quase como um re-styling dos looks originais. Já o The Skartorialist foca nos skatistas ingleses. O blog é cheio de mocinhos fofos e hipsters.

A mais recente adição à lista é o The Tattoorialist. O blog foi criado em junho desse ano pelo fotógrafo francês Nicolas Brulez. Nicolas, que trabalhou durante 3 anos fotografando as modelos da semana de moda parisiense, decidiu começar o blog após fazer sua primeira tatuagem. Focando em pessoas interessantes e suas tatuagens a maioria das fotos postadas têm como pano de fundo a cidade de Paris e seus prédios.

tattoorialist(fotos The Tattoorialist)

O blog é pouco atualizado. Não sei se por falta de tempo do autor ou por falta de material. Em comparação ao Brasil, a proporção de gente tatuada em Paris é bem menor. No Brasil a tatuagem é algo presente praticamente em todos os segmentos da sociedade independente de classe social, profissão e estilo de vida. Aqui em Paris vejo a tatuagem restrita aos grupos específicos de sempre: roqueiros, os gays com uma quedinha pro S&M, um ou outro artista. Até mesmo a aceitação da tatuagem aqui é menor. Não que os tatuados sejam vítimas de preconceito mas é de bom tom escondê-las no local de trabalho.

O estúdio de tatuagem mais famoso de Paris é o Tin-tin Tatouages. É lá que os famosos franceses fazem as suas tatuagens. Uma opção menos mainstream e mais hipster é o ilustrator/tatuador Sailor Roman que mescla as tatuagens old school de marinheiro com suas próprias influências.

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L’Officiel Hommes

por Rodrigo Lavalle

Quando, no ano passado, a revista francesa L’Officiel Hommes anunciou o nome de André Saraiva como o seu novo diretor criativo eu pressenti que seria um desastre à la Lindsay Lohan na Ungaro. Apesar de ser muitas coisas – grafiteiro, empresário da noite e ex-namorado da cantora Uffie – André não tinha a menor experiência no mundo da moda e muito menos no meio editorial. Tudo pareceu uma tentativa desesperada de ser cool por osmose.

Porém, ao folhear a mais recente edição da revista – são só 4 números por ano – eu fiquei encantado com o resultado! A direção de arte e a diagramação são primorosas. A mudança no tipo de papel utillizado – assim sem aviso, no meio de uma matéria – quebra a monotonia. Os textos são interessantes e os editoriais de moda estão no ponto certo entre o conceitual e o usável – coisa de suma importância em uma revista voltada para o público masculino. Fora o uso do rosa como cor ‘marca registrada’ da revista…

Óbvio que as páginas transbordam coolness mas também elegância, inteligência e o tal “pé no chão”. Do jeitinho que os franceses sabem fazer tão bem: um cabelinho atrapalhado, um terno slim e um sapato com a dose certa de falta de graxa.

Com certeza uma opção mais antenada, atual e relevante que sua principal concorrente, a Vogue Hommes International.

L’Officiel Hommes – 6€

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Roupas adequadas para o inverno

por Rodrigo Lavalle

Texto publicado originalmente no Conexão Paris em 28/11/2011.

No início do meu primeiro inverno em Paris, encontrei uma amiga para um café e comentei com ela que eu estava morrendo de frio. Ela me olhou dos pés a cabeça e disse: “Você optou por estar elegante ao invés de estar aquecido”. Ela, por sua vez, estava bem confortável e aquecida mas parecia que tinha enrolado um edredon ao redor do corpo. Look mendigo, como ela mesmo definiu.

A medida que o inverno foi passando fui descobrindo que, sim, é possível estar ao mesmo tempo elegante e aquecido. O segredo é se vestir em camadas – o chamado look cebola – com peças não necessariamente volumosas mas que possuem características isolantes e/ou que guardem o calor do corpo. O look cebola também é importante pois é facilmente adaptável às variações de temperatura ao decorrer do dia: andar na rua, andar de metrô, entrar em uma loja, sentar em um restaurante, sentar na terrace de um café, tomar um drink em um bar, etc. É só ir se desfazendo das camadas até se sentir confortável. Vale lembrar que todos os ambientes fechados têm aquecimento e somando-se isso ao calor gerado pelas pessoas, pode se sentir muito calor.

Algumas dicas do tipo de roupa a se usar, começando da camada mais interna:

. 1ª camada: underwear comum.

. 2ª camada: celouras e camisetas feitas de tecidos tecnólogicos.

A marca japonesa Uniqlo possui uma linha de roupas chamada HEATTECH feitas a partir de uma fibra sintética mesclada a uma proteína do leite. As roupas são leves, macias e confortáveis. O tecido transforma o vapor emitido pelo corpo em calor enquanto que as bolsas de ar existentes entre as suas fibras o retêm. O tecido ainda possui características anti-bacterianas que diminuem os odores desagradáveis causados pelo uso prolongado da roupa.

Uma alternativa brasileira são as camisetas “segunda pele” vendidas em lojas de acessórios para motoqueiros.

. 3ª camada: roupas comuns.

. 4ª camada: suéter ou cardigã de lã ou cachemir (a opção mais quente e macia). Blazer ou paletó de lã.

. 5ª camada: casaco mais pesado:

Casaco de lã/feltro. Alguns tipos:

– caban ou pea-coat: casaco curto de origem naval, geralmente preto ou azul marinho, possui abotoamento duplo, pode ou não ter capuz;

– duffel-coat: usado pela Marinha Britânica na Primeira Guerra, sua característica mais marcante são os quatro fechos de corda e madeira (pode ser de chifre ou de plástico mesmo), possui capuz e bolsos frontais, comprimentos variados;

– ¾ (três quartos): o grande clássico, abotoamento simples (mais prático) ou duplo, pode ir até a coxa, joelho ou panturrilha,

Parka: mais informal, geralmente feita de algodão ou algum tecido impermeável, possui forro levemente acolchoado ou em pele (falsa ou real) e capuz também com detalhes em pele, abertura frontal com zíper e botões e cordão ao redor da cintura.

Doudoune: amadas por uns e odiadas por outros, as doudounes são aqueles casacos de nylon super acolchoados, também conhecidos como casacos de ski. Alguns acham que ficam parecendo o boneco da Michelin quando usam uma doudoune mas é inegável que elas são uma das proteções mais efetivas contra o frio.

Existem versões luxuosas e caras feitas por marcas como as francesas Moncler e Pyrenex que, muitas vezes, se associam a famosos estilistas para lançar coleções personalizadas (de tempos em tempos a Pyrenex abre uma pop-up store em Paris com uma dessas coleções). Também famosa por suas doudounes poderosas é marca canadense Canada Goose.

Em qualquer um desses casacos, o capuz é sempre uma boa pedida pois perdemos muito calor pelo topo da cabeça e, quando o capuz não estiver sendo usado, ele aquece a região da nuca e do pescoço.

. 6ª camada: acessórios.

Usar sapatos de solas grossas que isolem o frio que vem do chão (um dos principais motivos dos pés ficarem gelados) ou usar palmilhas isolantes. No Brasil existem palmilhas de lã de carneiro também eficazes para isolar o frio.

Usar meias de cachemir ou feitas de tecido thermolactyl que retem o calor.

Usar cachecóis. Se o ar estiver muito gelado, cobrir o nariz com o cachecol para aquecer o ar respirado.

Usar gorros para evitar a perda de calor pelo topo da cabeça.

Apesar de atrapalharem o manusear de telefones e dinheiro, as luvas são importantes pra dminuir a sensação de frio generalizado. Às vezes podemos dispensá-las e colocar as mãos nos bolsos do casaco. Menos um item pra se perder…

Só lembrando que esse roteiro de camadas é uma sugestão, eu mesmo nunca uso ceroulas. Cada pessoa tem uma tolerância ao frio e às vezes é mais prático usar menos camadas e passar um pouco de frio nas ruas. Ficar com as mãos ocupadas com casacos e suéteres enquanto se faz compras também é um pouco incômodo mas é um mal necessário.

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